Pausa no blog e vou dizer sim!

Sim eu sei, deixei o blog sem post. Me sinto culpada toda vez que fico muito tempo sem atualizar aqui. Sempre tem um motivo e algumas situações exigem mais da minha atenção e tempo.

Dessa vez o motivo é algo especial e que foge um pouco do que venho postando. Mas afinal, esse é um blog pessoal e pode falar algo sobre mim também.

O motivo é o planejamento do meu casamento, que está uma loucura pra organizar tudo faltando tão pouco agora. E em meio a tantos detalhes dos preparativos, venho aqui mostrar a caixinha de agradecimento para os pais e padrinhos que fiz com meu noivo. Queríamos algo simples, mas que tivesse algum significado e foi muito prazeroso de fazer.

Fizemos apenas o cartão com uma mensagem para dar significado às lembrancinhas, na caixinha colocamos uma vela e bombons.

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Projeto experimental

Em 2013 terminei a pós-graduação em Design editorial e o primeiro projeto que desenvolvi foi uma narrativa experimental a partir de um tema livre.

Narrativa final

Narrativa final

Tema

O tema que escolhi foi Curinga. Apesar de não saber jogar muitos jogos de cartas, é um “personagem” que me encanta. Acredito que foi depois de assistir “Alice no país das maravilhas”, versão disney de 1951, que o tema cartas de baralho passou a me interessar.

O curinga é um personagem que causa sensações diferentes nas pessoas, de medo a diversão. Ele é único no baralho, podendo substituir outras cartas, e tornar-se qualquer uma delas. Dessa forma engana a qualquer um, ao mesmo tempo que não é e não pertence a nenhuma delas, pode ser excluído dos jogos por não fazer falta.

Mas o curinga que procurei trazer para a narrativa foi o curinga do livro “Hoje é dia de Curinga”, publicado originalmente em 1990, do mesmo autor de “Mundo de Sofia”, o norueguês Jostein Gaarder.

Algumas citações do livro, sendo que uma delas utilizei na narrativa:

“O curinga (…) é um caso à parte; uma carta sem relação com as outras. Ele está no mesmo monte das outras cartas, mas aquele não é seu lugar. Por isso pode ser separado do monte sem que ninguém sinta falta dele.”
“Criaturas são belas, mas todas perderam a razão, exceto uma. Só o curinga do jogo não se deixa iludir.”
“Tenho certeza absoluta de que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. A qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: “Quem somos? De onde viemos?”

Processo

Para obter a textura de plástico e associar as cartas de baralho, utilizei fita adesiva colorida sobreposta. Essa textura foi utilizado como verso das cartas de baralho.

Experimento com fita adesiva colorida.

As cores utilizadas na narrativa são as encontradas no baralho: preto, branco e vermelho e utilizei também o amarelo,  porque o curinga geralmente é representado como bobo da corte e as cores mais utilizadas são o vermelho e amarelo. Utilizei alguns recursos de composição como positivo e negativo, simetria, sobreposição, entre outros.

Estudo para chapéu do curinga.

Estudo para chapéu do curinga.

Seguindo a narrativa, na primeira imagem o curinga é representado como mágico, a carta saindo do chapéu do curinga, como um mágico tira coisas da cartola. Na imagem ao lado, o curinga com todas as cartas na mão representa que pode se passar por qualquer uma delas.

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Na sequência, o curinga pode substituir o Rei, Rainha, Valete ou Ás e em cada uma das cartas com naipe diferente. O curinga aparece se escondendo em cada uma delas.

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Na imagem da esquerda, ele não pertence a nenhum naipe ou cor, não representa nenhuma das outras cartas. Na imagem da direita ele está fora do jogo e foi representado deixando o baralho. E fazendo uma relação com o livro estaria se libertando.

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Cartaz

Junto com a narrativa desenvolvi alguns cartazes e vou compartilhar um deles. Trabalhei a tipografia no nome curinga utilizando os Naipes do baralho, formando um curinga. Por ele ser diferente das demais cartas, não quis utilizar o vermelho presente nos outros naipes, por isso utilizei o azul, contrastando com o preto. Foi desenhado, digitalizado, vetorizado e finalizado digitalmente.

Cartaz