Pico do Jaraguá {Minha SP}

Sempre morei na zona norte e via o Pico do Jaraguá de longe, mas nunca tinha ido até lá. Finalmente fui com meu marido conhecer no passeio do CCJ visita, organizado pelo Centro Cultural da Juventude. É um projeto que a cada mês visita um lugar diferente, já fui em alguns como o da Vila industrial Maria Zélia.

A primeira parada do ônibus foi no Pico do Jaraguá, com 1.135 m de altitude ele é o mais alto da cidade. Fomos primeiro ao mirante mais alto, o Mirante antena.

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Marco zero e Catedral da Sé {Minha SP}

Apesar de não serem lugares que costumo ir com frequência, o Marco Zero e a Catedral da Sé fazem parte do centro histórico da cidade e com certeza qualquer paulistano já passou lá ou sabe onde fica. Vou falar um pouquinho da história e da importância desses lugares para a cidade.

O Marco Zero

Na era colonial, os paulistas se orientavam na indicação de distâncias pela porta do templo que havia no então “largo da Sé”, antes da construção da catedral. Por isso o local foi escolhido para fixar o ponto central de partida da quilometragem das rodovias e ferrovias, da numeração das ruas e das linhas telefônicas, além de marcar definitivamente o centro oficial da capital paulista. Até então, as estradas-troncos tinham seus marcos iniciais localizados em diferentes pontos da capital, o que gerava enorme confusão.

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Minha SP {1}

Hoje é o dia que São Paulo completa 462 anos e também o dia que começo essa série de posts chamada {Minha SP}. Vou mostrar um pouco da minha cidade, essa São Paulo que faz parte da minha história e do que eu sou. Mesmo sabendo dos inúmeros problemas, muito me encanta.

Conhecer São Paulo implica em diversas possibilidades, cada pessoa que vive na cidade (nascida aqui ou não) tem uma visão de SP que é só dela. De acordo com as experiências que ela teve, dependendo dos lugares que frequenta, como se locomove pela cidade, entre outros, influencia a ideia que faz da cidade. Acredito que não exista apenas uma São Paulo, mas várias, a que cada um vivencia. E é isso o que mais me fascina, SP te dá muitas opções e atende a diversos interesses.

Pra não ser aquela pessoa que vive apenas no eixo casa-trabalho-shopping e diz não gostar de São Paulo, que o centro é sujo e feio, proponho mudar o ângulo e fazer um exercício de ver cor onde todos veem apenas cinza. Por isso o nome: Minha SP, onde divido o meu olhar sobre São Paulo, que pra mim é uma cidade alegre e colorida.

Uma imagem para o primeiro lugar que vou mostrar no próximo post:

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Passeio pela Vila industrial Maria Zélia

Em Setembro fui conhecer a Vila industrial Maria Zélia, um passeio organizado pelo Centro Cultural da Juventude (CCJ). Logo que chegamos na vila, fomos recepcionados por um farto café da manhã no armazém. Durante o café, Seu Dedé, um morador antigo e que conhece muito bem a história da vila, contou um pouco pra gente num relato emocionante.

A vila foi inaugurada em 1917 e começou a ser construída em 1912 pelo médico e industrial Jorge Street, para abrigar os 2500 funcionários que trabalhavam na fábrica de tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta. O nome da vila é em homenagem a jovem Maria Zélia Street, filha de Jorge Street, falecida quando a vila ainda estava sendo construída.

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Depois do café fomos conhecer a vila. Quando construída, funcionava uma capela, dois armazéns, duas escolas (meninos e meninas separado), um coreto, praça, campo de prática esportiva, salão de festas e ainda ambulatórios e consultórios médicos. Hoje, é difícil conseguir restaurar esses locais e muitos estão em ruínas.

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Exposição Música & Cinema: O Casamento do Século?

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Não sei se Trilha sonora de filmes é considerado um gênero musical, mas é esse o meu preferido. Adoro procurar a trilha depois de ver um filme, quando a música fica na cabeça ou quando ouço uma música e lembro da cena do filme. Pra mim é impossível ouvir a música I Dreamed a dream do musical Os miseráveis e não ficar emocionada e sempre que ouço as músicas do filme Drive, dá vontade de assistir o filme de novo. A música dá o ritmo certo para a cena e influencia nossa percepção, é como apreciar uma obra de arte quando a cena e música estão em sintonia.

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Visitar a exposição Música & Cinema: O Casamento do Século? que fica no Sesc Pinheiros até dia 11 de Janeiro, superou as minhas expectativas. Não achei que teria muita coisa pra ver e que seria uma visita rápida, com esse pensamento fui em um dia que teria pouco tempo para ver. Depois de 1 hora ouvindo trechos de músicas, vendo cartazes, aberturas de filmes, lendo comentários, partituras, etc, descobri uma outra sala cheia de documentários, mesas interativas e também uma sala de mixagem, mas tive que ir embora com a vontade de voltar. E voltei em outro dia para ficar mais cinco horas para poder ver toda a exposição e valeu cada minuto, saí feliz.

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Adorei ver como foi o começo, na transição do cinema mudo pro falado, a dificuldade em gravar a fala dos atores e a música ao mesmo tempo. Nas mesas interativas, poder visualizar uma cena e ver o efeito de diferentes composições para essa cena, alternando entre a música do filme e uma rejeitada. Ver que uma música serve para diversas cenas e passa sensações diferentes. Poder conhecer um pouco da criação da música do filme Tubarão e ver a partitura da música do Poderoso Chefão. Além da importância da parceria do diretor e do compositor, ver como é difícil conciliar as duas coisas, as diversas maneiras de trabalhar e como o entrosamento entre diretor e compositor é tão importante, eles tem que estar em sintonia pro filme funcionar e que algumas parcerias dão tão certo que continuam em muitos filmes.

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Música & Cinema: O Casamento do Século?
Sesc Pinheiros – Espaço Expositivo (2º andar)
Rua Pais Leme, 195 – Pinheiros
Gratuito até 11/01