Séries para pular o carnaval

Pra quem não curte a folia do Carnaval, nada melhor do que ficar em casa assistindo a filmes e séries nesses dias. Selecionei 4 séries que acompanhei e acompanho para recomendar. Ficaram fora da lista umas que gosto muito, mas que muita gente já conhece e acompanha como Game of Thrones, Walking Dead, Demolidor, Jessica Jones e Breaking Bad. Procurei também diversificar os temas das séries: comédia, história, ciência e drama.

Master of none

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A série possui 1 temporada com 10 episódios de apenas 30 minutos, porém engraçados e cativantes, por pouco não assisti toda a temporada em apenas 1 dia! A série se passa em Nova York e o personagem central é o Dev, descendente de indianos e ator que faz comerciais para TV, mas que busca trabalhar em filmes. Vale destacar a diversidade nos personagens da série, diferentes etnias, orientações sexuais, etc. Gostei muito dessa série porque ela trata de assuntos cotidianos e temas mais sérios de forma leve, trazendo uma boa reflexão sobre comportamento. Exclusiva do Netflix.

Vikings

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A série é inspirada na história do viking Ragnar Lothbrok, um dos mais conhecidos heróis nórdicos. Traz conflitos de interesses e de crenças, a cultura dos vikings é muito diferente da dos povos que vão encontrar. É fascinante como os vikings são retratados na série, com bom enredo e personagens femininas fortes. Esse ano começa a 4ª temporada no History, as outras temporadas podem ser encontradas no Netflix.

Cosmos: uma odisséia do espaço-tempo

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A série é apresentada pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson e trata de uma atualização da série original, veiculada em 1980, que foi apresentada por Carl Sagan e é muito importante na divulgação científica. A nova série fala de astronomia, mas principalmente da Ciência como um todo, com informações atualizadas, numa linguagem mais fácil de compreender e atrativa visualmente ao público atual. Adorei ter feito essa viagem com o Neil pelo espaço-tempo, onde ele explica conceitos científicos e história de alguns cientistas importantes com suas teorias e contribuições. E ao terminar de assistir, fiquei com a curiosidade aguçada, querendo aprender mais. Tem 1 uma temporada com 13 episódios. Foi veiculada pela FOX e pode ser encontrada no Netflix.

Narcos

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A série conta a história de Pablo Escobar, líder de um cartel de drogas na Colômbia, responsável pela propagação da cocaína nos Estados Unidos e na Europa. Na série dois agentes da DEA estão numa missão para capturar Escobar. A narrativa é ótima, acontece muita coisa em um único episódio, o carisma de Wagner Moura cria uma empatia pelo personagem e você termina a temporada querendo conhecer mais sobre a história de Pablo Escobar. A primeira temporada tem 10 episódios e a 2ª temporada está prevista pra esse ano. Exclusiva do Netflix.

Exposição Música & Cinema: O Casamento do Século?

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Não sei se Trilha sonora de filmes é considerado um gênero musical, mas é esse o meu preferido. Adoro procurar a trilha depois de ver um filme, quando a música fica na cabeça ou quando ouço uma música e lembro da cena do filme. Pra mim é impossível ouvir a música I Dreamed a dream do musical Os miseráveis e não ficar emocionada e sempre que ouço as músicas do filme Drive, dá vontade de assistir o filme de novo. A música dá o ritmo certo para a cena e influencia nossa percepção, é como apreciar uma obra de arte quando a cena e música estão em sintonia.

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Visitar a exposição Música & Cinema: O Casamento do Século? que fica no Sesc Pinheiros até dia 11 de Janeiro, superou as minhas expectativas. Não achei que teria muita coisa pra ver e que seria uma visita rápida, com esse pensamento fui em um dia que teria pouco tempo para ver. Depois de 1 hora ouvindo trechos de músicas, vendo cartazes, aberturas de filmes, lendo comentários, partituras, etc, descobri uma outra sala cheia de documentários, mesas interativas e também uma sala de mixagem, mas tive que ir embora com a vontade de voltar. E voltei em outro dia para ficar mais cinco horas para poder ver toda a exposição e valeu cada minuto, saí feliz.

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Adorei ver como foi o começo, na transição do cinema mudo pro falado, a dificuldade em gravar a fala dos atores e a música ao mesmo tempo. Nas mesas interativas, poder visualizar uma cena e ver o efeito de diferentes composições para essa cena, alternando entre a música do filme e uma rejeitada. Ver que uma música serve para diversas cenas e passa sensações diferentes. Poder conhecer um pouco da criação da música do filme Tubarão e ver a partitura da música do Poderoso Chefão. Além da importância da parceria do diretor e do compositor, ver como é difícil conciliar as duas coisas, as diversas maneiras de trabalhar e como o entrosamento entre diretor e compositor é tão importante, eles tem que estar em sintonia pro filme funcionar e que algumas parcerias dão tão certo que continuam em muitos filmes.

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Música & Cinema: O Casamento do Século?
Sesc Pinheiros – Espaço Expositivo (2º andar)
Rua Pais Leme, 195 – Pinheiros
Gratuito até 11/01

Jan Svankmajer

Apesar de não ter assistido a todos os trabalhos do diretor e roteirista tcheco Jan Svankmajer (1934), gostei bastante dos que vi. O primeiro que assisti foi Alice (Něco z Alenky – de 1988) e fiquei impressionada, muito se fala da Alice de Tim Burton, mas não encontro muita coisa sobre a versão de Svankmajer. Pra quem está acostumado com a versão da disney, pode se espantar com essa representação da obra de Lewis Carrol, talvez pelo aspecto um pouco sombrio (sendo que alguns o consideram até bizarro e perturbador), acaba não agradando a maioria.

{Stop-motion}

Utiliza o recurso de animação em stop-motion em quase todas as suas obras (se não todas), com bonecos, esculturas de massa, objetos e também pessoas. Lembro de um curta chamado Food (Jídlo – de 1992) que é um ótimo exemplo dessa mistura de elementos, vale a pena também pela crítica social relacionando ao modo que comemos.

{Som}

Outra coisa que merece destaque é a sonoplastia, que se adequa perfeitamente a composição, transmitindo sensações que apenas as imagens não seriam capazes de produzir.

{Surrealismo}

O surrealismo, que está sempre presente em seus trabalhos, influenciou principalmente Tim Burton, Terry Gilliam e The Brothers Quay.

O blog masmorra erotica publicou um podcast sobre o diretor, que você pode conferir aqui, você também encontra a Filmografia de Jan Svankmajer nesse mesmo link.

site oficial ♦ entrevista revista vertigo

Mary and Max

Mary and max

A animação longa-metragem (Mary and Max, 2009), que utiliza a técnica de stop-motion, é escrita e dirigida por Adam Elliot.

Sinopse

A australiana Mary Daisy Dinkle, 8 anos, escreve uma carta para fazer amizade e tirar uma dúvida com um desconhecido de uma página aleatória na lista telefônica. Essa carta chega para o nova-iorquino Max Jerry Horowitz, 44 anos. Além da carta, ele recebe também alguns desenhos, uma barra de chocolate e a dúvida: “de onde vêm os bebês nos Estados Unidos”. Apesar das muitas diferenças entre eles, como cultural e de idade, descobrem várias coisas em comum e a inocente correspondência acaba mudando a vida de ambos.

A trilha sonora instrumental é ótima. O visual é muito bom também, quando aparece a Mary, tudo está em sépia e quando é o Max, tons de cinza, com algumas exceções para detalhes em vermelho.

Veja o trailer oficial legendado abaixo:

Veja mais no site oficial

Peter and the wolf

O curta em stop-motion é uma releitura da história “Pedro e o Lobo”, produzido pela BreakThru Films e direção de Suzie Templeton.

A história infantil foi escrita em 1936, pelo compositor russo Sergei Prokofiev. Ele escreveu a história e compôs as músicas, com o objetivo de ensinar para as crianças a sonoridade dos instrumentos musicais. Cada personagem é representado na história por um instrumento diferente.

Veja a primeira parte:

Site oficial